CONSELHEIRO MATA

CONSELHEIRO MATA
ESCOLA NORMAL DE CONSELHEIRO MATA

FRANCISCO LIMA HOMENAGEIA A MULHER



D. LIDIMANHA AUGUSTA MAIA
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DIRETORA DA ESCOLA DE CONSELHEIRO MATA

Francisco LimaMulher…ama pois para o amor nascemos
Mas se não és correspondida
Bem no fundo de seu coração
Deixa sua paixão escondida
Se aquele que tú amas…te desprezas
Aprenda também a desprezá-lo
Contanto que em seu coração
Continue a amá-lo
Que à ele n unca se despreze
Nem abaixe os olhos sequer
Pois embora o amando
Deves lembrar-se que és MULHER!!!
Francisco Lima
Esse soneto se chama "Mulher" é uma homenagem a todas as amigas, mulheres, especialmente aquelas que estudaram em Conselheiro Mata.Quem estudou em C.Mata que não decorou pelo menos uns l0 poemas? Espero que este esteja completo. Carminha, Rosângela, ângela, Arlete, Ione e cia, especialmente para vocês.

HELENA ANTIPOFF



HELENA ANTIPOFF
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FUNDAÇÃO HELENA ANTIPOFF
A Fundação Helena Antipoff orgulha-se de seu passado, sob a inspiração e ação da emérita educadora Helena Antipoff, com sua lição de humildade, heroísmo, sabedoria, inteligência e de um imenso amor à humanidade.

Helena Wladimirna Antipoff nasceu em Grodno- Rússia em 25 de março de 1892, fez curso superior na França e, a convite do Governo do Estado de Minas Gerais (Governador Dr. Antônio Carlos Ribeiro Andrada e Secretário do Interior, Dr. Francisco Campos), em 1929, é contratada para a Escola de Aperfeiçoamento Pedagógico, onde se iniava a reforma escola novista do Estado. À medida que a fama de sua competência se difundia, demandas surgiam trazidas por suas alunas e pais angustiados com os problemas dos filhos; o suficiente para que Helena Antipoff investisse em outros empreendimentos educacionais: o tratamento da criança especial, a formação de profissionais para o magistério, a preocupação com o homem do campo, dentre outros.“Frágil mulher, forte “fazendeira de crianças”, personalidade obstinada, aqui viveu a discípula de Claparède, legando aos brasileiros a grande lição psicopedagógica, que o século XX pôde conhecer: na cidade ou no campo, criança, adolescente ou adulto, bem dotado ou excepcional – todos recebiam o melhor de seu amor, de seu saber.”

A obra de Helena Antipoff, em Ibirité, se inicia com a Fazenda do Rosário – 1939, cresce com o Curso Normal Regional “Sandoval Soares de Azevedo” – 1949, continua com a criação do Instituto Superior de Educação Rural -1955, continua com a criação da ACORDA, em 1968 e da ADAV em 1973.

Em 09.08.74, Helena Antipoff “uma vida dedicada à felicidade de outras vidas” parte para a Eternidade, repousa no Cemitério do Canal, nas vizinhanças do local onde viveu seus últimos quinze anos de existência.

A história da Fundação Helena Antipoff se inicia em 14.08.55, com a criação do Instituto de Educação Rural – ISER, “um órgão de ensino de nível superior, destinado à pesquisa, orientação e especialização em assuntos de Educação Rural”. No ISER, com Helena Antipoff, as atividades permearam desde o Laboratório de Psicologia e Pesquisa educacionais, notadamente o teste MM, atividades artesanais, granjinhas escolares, Museu de Ciências, Posto de Metereologia, Festa do Milho, Escola Unitária, como complementar e Industrial, Curso de Economia Doméstica até os Cursos de Aperfeiçoamento de Professores Rurais, Cursos de Especialização de Supervisores, Orientadores e Inspetores de Ensino Rural, com destaque para o Primeiro Curso de Pós-Graduação em Psicologia Experimental (André Rey – 1956) quando em Minas Gerais não existia nenhum curso de graduação em Psicologia; tudo aconteceu preparado e supervisionado pela singular educadora, preocupada com a melhor aplicação do método científico, através da experimentação natural, crendo na democracia e na força propulsora da educação, na juventude vibrante e capaz de lutar por ideais, os mais diversos.

Os sonhos de Helena Antipoff encontram ressonância nos órgãos governamentais e, em 1968, o Prof Samuel da Rocha Barros, membro do CEE e Diretor do Ensino Médio e Superior da SEE, se une aos ideais da Mestra e se empenhou na transformação do ISER em Fundação.

Em 25 de maio de 1970, surge a Fundação Estadual de Educação Rural – FEER, cujo primeiro objetivo era: instituir e manter, nos termos do art.55 da Lei Federal nº4024/1961 e segundo as normas do Sistema Estadual de Ensino, um INSTITUTO DE EDUCAÇÃO, na atual sede do ISER, destinado à formação de regentes de ensino primário e professores primários para a zona rural, e mais;

- no parágrafo 1º “para a realização de seus objetivos, a Fundação poderá criar, incorporar e manter escolas e outras instituições que se dediquem à educação rural, quer diretamente, quer mediante convênios, com prévia autorização da SEE;

 - no parágrafo 2º acrescenta: mediante prévia autorização da SEE, com aprovação do Governador do Estado, poderá igualmente funcionar, no Instituto de Educação, curso de formação de professores para o ensino normal rural, dentro das normas estabelecidas para os cursos pedagógicos das Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras, nos termos do parágrafo único do art. 59 da Lei Federal 4024/61.

Em 1978, a em Fundação Estadual de Educação Rural- FEER passa a denominar-se Fundação Helena Antipoff e sua história se enriquece com a incorporação, pelo Estado, da Escola Estadual Sandoval Soares de Azevedo, onde são ministrados cursos profissionalizantes de nível médio: magistério, agropecuária, contabilidade, científico (extintos pela LDB 9394/1996), funcionando, também, cursos de aperfeiçoamento de professores leigos, atividades de agropecuária, Laboratório de Psicologia “Edouard Claparède”e Oficinas Pedagógicas “Caio Martins”, etc.

A instituição continua o seu viver, com os diversos tipo de trabalho até então preconizados, com destaque para os projetos de pesquisa que culminaram com o Teste MM, de autoria de Helena Antipoff, instrumento de uso clínico e psicopedagógico (inteligência, personalidade, educacional) reconhecidos internacionalmente.

A Fundação Helena Antipoff compõe com suas co-irmãs: Fazenda do Rosário, ACORDA e ADAV, a concretização do ideário de Helena Antipoff, preservado, também, no MEMORIAL Helena Antipoff, tombado pelo Patrimônio Histórico.

Hoje, a Fundação Helena Antipoff - FHA, instituída pela Lei n.º 5.446, de 25 de maio de 1970, rege-se pelas Leis Delegadas nº 76, de 29 de janeiro de 2003, nº 145, de 25 de janeiro de 2007, e pelo Decreto 44.658/2007, tem autonomia administrativa e financeira, personalidade jurídica de direito público, é vincula-se à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – SECTES e tem por finalidade e competência: instituir e manter cursos e atividades destinados à formação de recursos humanos para a educação, bem como a produção e a comercialização de produtos agropecuários, observada a política formulada pela Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para sua área de atuação.

Assim, a FHA, mantém em pleno funcionamento:
- a ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA (Escola Sandoval Soares de Azevedo) com seus 2400 alunos, incluída no projeto Escola Referência da SEE e no Projeto Unibanco;
 - a Clínica de Psicologia Edouard Claparède, as Oficinas Pedagógicas Caio Martins,
 - a Biblioteca Comunitária Helena Antipoff 
 - o INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO ANÍSIO TEIXEIRA-ISEAT com 1.800 alunos distribuídos pelos cursos de graduação (licenciatura) em Pedagogia, Educação Física, Matemática, Ciências Biológicas e Letras e mais os
 - os cursos de pós-graduação em várias áreas educacionais.

A Fundação acompanha as diretrizes do Governo do Estado com o Choque de Gestão criado pelo Governo Aécio Neves, sobre a coordenação do vice-governador, Antônio Augusto Anastasia com vistas ao aprimoramento da qualidade dos serviços estaduais, e se empenha no crescimento da obra, com qualidade, buscando a excelência na produção científica (recebe atual apoio da FAPEMIG) e na educação de pessoas atuantes, componentes de uma geração inovadora, respeitadora e praticante dos valores institucionais, garantia de um presente feliz e de um futuro promissor.

O Planejamento Estratégico que se desenvolve nesta Gestão, em consonância com o PMDI enfoca melhoria, ampliação, expansão e criação de novos cenários que deverão garantir na Instituição, a educação sempre em primeiro lugar.
“Evidentemente, há só um meio de escapar ao espetáculo de nós mesmos
e da censura de nossa consciência-agir.
É necessário agir de tal maneira que a finalidade da ação nunca
seja em proveito de nós mesmos, e sim agir tendo em vista outras plagas e outras vidas.”
HELENA ANTIPOFF
Informações básicas
Entrou no Facebook    6/3/2011

CONSELHEIRO MATA



Conselheiro Mata
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CONSELHEIRO MATA
Que lugar é este: Conselheiro Mata?
Pois bem, alguns amigos(as) do FB têm visto com frequência, algumas fotos de C.Mata e possivelmente ficam boiando.Pois bem, Conselheiro é mais do que um lugar.Além de um pequeno povoado administrativamente ligado a Diamantina, é lúdico.Na década de 50, D.Helena Antipoff, juntamente com outras amigas, criou neste povoado uma escola para formar professoras que tivessem habilitação para exercer o magistério em escolas ou cidades que faltassem normalistas.Foi criado assim a Escola Normal Oficial Rural D.Joaquim Silvério ( me faltou o outro codinome).Quase na mesma época foi criado o Ginásio Rural Padre José de Carvalho, destinado a jovens oriundos do meio rural, objetivando prepará-los para o exercício de uma atividade agrícola e praticamente, concomitantemente criou-se o Centro de Treinamento de Professoras Rurais.Este centro de treinamento visava dar uma melhor formação a professoras leigas que exerciam o magistério nestas Minas Gerais.Lá estudavam pessoas de várias regiões de Minas, principalmente do norte e do Vale do Jequitinhonha. Os alunos eram internos, dedicação exclusiva, não havia domingos nem feriados e dias santos.Todos os dias era dia de estudo, apresentação de trabalhos, as chamadas hora cívicas com hasteamento das bandeiras de Minas e do Brasil sob o som do Hino Nacional entoado pelos alunos das escolas regido pela brilhante professora Lourdes Moura, tudo isto sob os olhares atentos da extraordinária educadora Lidimanha Augusta Maia, diretora.Todos os dias rezavamos o terço, comandado ou supervisionado pelo Cônego José Marques das Aleluias.Rigoroso, disciplinador e respeitado por todos.A educação ali ministrada era ímpar.Alunos responsáveis por alunos, alunos que se levantavam em respeito aos professores que chegavam, a preocupação era estudar e ser aprovado no fim do ano, professores do melhor escalão: D.Pedrosa, História, Maria das Dores, Português, D.Luizinha, impossível falar em todas.Mas eram professores que formavam professores e preparavam jovens para a vida.Década de 60, acheguei em C.Mata, menino tímido, assustado, saído da zona rural de Água Boa.Me encontrei com outros tantos do mesmo naipe.Diversão, jogar bola, bolinha de gude, pé no bete e "namorar as meninas da escola".Convivência fraterna, estudo diário, inclusive aos domingos, obrigatoriedade de se ler um livro de l5 em l5 dias, com supervisão de professor, obrigatoriedade de se fazer um diário a ser lido e comentado pelos demais colegas na hora do jantar.Obrigação de se decorar uma quadra e declamá- la após a leitura do diário.Obrigatoriedade de se colher notícias e apresentar no horário do almoço aos domingos.Os namoros eram olhares cortantes e a distancia, troca de cartinhas amorosas escondidas dos professores, amores confessados que duravam o semestre, quando muito, féria e visita aos pais somente em julho e final do ano, mas era possível receber visitas dos parentes.Convivência com uma casta de professores de alta formação profissional e moral.Relação professor aluno fraterna ou paterna.Moacir Gomes, saudades sempre, Maria Esteves, tantos...tantos...colegas maravilhosos.Impossível em um texto descrever.Conselheiro Mata.Escolas além do seu tempo.Saudades de todos saudades de vocês.Abração.Até uma outra vez. ( por Francisco Lima )




Horta plantada pelos alunos da Escola
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Ainda Conselheiro Mata:
Hoje, quando se fala em Ecologia, preservação do Meio Ambiente, em Conselheiro Mata já aprendíamos a fazer plantio em curva de nível, a combater erosão a não praticar queimadas.Fala-se em reciclagem.Nas três escolas, Ginásio, Curso de Treinamento e Escola Normal Rural D.Joaquim Silvério de Sousa (obrigado Anita) existiam as esterqueiras. Eram buracos, com aproximadamente 5 m de comprimento por 2 m de profundidade, onde eram depositados os lixos, para posterior aproveitamento nas hortas e pomares.Vejo em redes sociais pálidas campanhas para o retorno de palavras mágicas, obrigado, por favor e com licença.Em Conselheiro Mata isto era rotina e ainda mais: se estávamos assentados quer em sala de aula ou mesmo nos toscos bancos que existiam pelos pátios, a simples chegada de um professor ficávamos de pé e o professor agradecia e dizia: "fiquem a vontade, obrigado".Fico então pensando, quando hoje se tem tanta dificuldade com adolescentes, como esquecer um lugar destes? Como esquecer e não praticar esta educação recebida.Conselheiro Mata para mim é mais do que um lugar, é um tempo que deixou boas marcas.Tenho, ainda, em meus guardados palestras (duas ou três) proferidas pelo inesquecível prof. Moacir, em reuniões dos Clubes Agrícolas. No Ginásio, tínhamos um Clube Agrícola, um Clube Literário Castro Alves, com reuniões mensais, onde os alunos apresentavam suas crônicas (à época falava-se redações) declamavam poesias (José Emilio Pinto) extraordinário declamador.Declamava Castro Alves com maestria, na retina de meus olhos está ele declamando Cachoeira de Paulo Afonso, Navio Negreiro e muitas outras poesias. Além dele outros e mais outros colegas, mas o Zé Emilio (baiano) era incomparável.Na escola das moças também havia o Clube Literário e as meninas apresentavam também suas crônicas ( belas, românticas, estilo naturalista) e recitavam, os homens declamavam as mulheres recitavam.É bom e maravilhoso lembrar desta época, deste lugar e se vc é ou conhece algum ex-aluno(a) de Conselheiro Mata, lhe agradeço se estabelecer contato comigo.O texto foi escrito ao correr da pena, para quem sabe ler um risco é Francisco. Abração. 
Francisco Lima é ex-aluno de Conselheiro Mata, nascido em Água Boa e residente em Divinópolis.



Turma do Ginásio de  Conselheiro Mata
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OROZIMBO DE ASSIS PEREIRA
 Prezado Francisco, como você sempre lembro de Conselheiro Mata com uma gratidão dificil de medir, ou impossível. A minha formação academica , como cidadão e como homem o alicerce de tudo isso foi iniciado lá. E com muito orgulho nunca deixei e não deixarei de citá-la em todas oportunidades que tenho. Agora mesmo estou lembrando e sei que você tambem vai lembrar, sua memoria é prodigiosa. Quando a Escola Normal fez 15 anos, teve um concurso interno no nosso Ginasio para escolher uma frase, para homenagear a Escola, e a vencedora foi de autoria de Gilberto Castro Maia, da cidade de Juramento - MG. " O GINASIO QUE É FILHO JOVEM DA ESCOLA QUER NESTE INSTANTE SAUDÁ-LA" , a mesma foi pintada em uma faixa e foi colocada de frente o Ginasio e Curso de Treinamento. Lembras ???.

Orozimbo De Assis Pereira " Escola, tu es para mim o meu segundo lar; Em ti sempre teremos algo que amar; Enquanto tu existires no basilio chão; Nem mesmo os horizontes nos separarão. Tiveste o augusto nome D. Joaquim Silverio como pedestal; Achaste em Dona Lidimanha um fundamento certo de nobre ideal; Vê sempre em teus professores aqueles que preparam as mestras do porvir; Acolhe as tuas alunas que aqui chegaram para não mais partir. A musica para esta letra foi copiada daquela musica do cantor Carlos José --QUERIA.

CONSELHEIRO MATA


CONSELHEIRO MATA

Qual será o talismã, que me fez prender a ti?

Será esta vida simples, como outra nunca vi?

Ou será a paz divina que se sente ao entrar

na Igreja pequenina, toda branca ao luar?

Será a voz do riacho, em constante marulhar,

por águas limpas e claras, entre areias a rolar?

Ou serão seus poucos coqueiros,

 de cabelos desgrenhados, 

que o vento tão constante 

nunca os deixa penteados?

Será a tranquilidade de suas pequenas ruas mortas, 

onde a grama se alastrou até juntinho das portas?

Oh, é tudo isso.

Céu, Estrelas, Paz, Luar,

que nos prende a Conselheiro

e que nos faz a ele Amar.


ANÍSIA, NOSSA ESCRITORA


Anísia, numa tarde de autógrafos, no sítio da Ione
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UM PRESENTE ESPECIAL




Lembrança das meninas pelo Encontro
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FOI MUITA GENTILEZA_


AS MENINAS NA MINHA CASA


Maria Augusta, Ilma, Avelina e Thais, neta da Conceição Pires.
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AMPARO E CAROLINA NÃO VIERAM



Eliane, Amparo, Carolina e Iris
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NO ENCONTRO DE D. LOURDES MOURA

PARABÉNS PARA NÓS


Avelina, Zezé, Iris, Marlene, Anísia, Maria Augusta, Clea, Eliane,
 Rita, Julia, Conceição, Ilma, Sonia, Ione, Maria Martins.
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PARABÉNS PRA ZEZÉ TAMBÉM

AS NETAS QUE VIERAM AO ENCONTRO


Thaís, neta da Conceição Pires e a netinha da Eliane Freitas
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THAÍS, 18 ANOS, UM AMOR DE GAROTA