CONSELHEIRO MATA

CONSELHEIRO MATA
ESCOLA NORMAL DE CONSELHEIRO MATA

OS JARDINS DA ESCOLA


 Os jardins da Escola
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O INVERNO

 Vista de Conselheiro Mata
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O ASSALTO AO POMAR



 Entrada do Pomar
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O ASSALTO
Numa noite enluarada, a turma de Baldim, (os grupos eram identificados pela sua cidade de origem) e mais umas outras que eu não me lembro agora, resolvemos ir ao pomar roubar umas frutas. Fizemos uma boa colheita e uma boa farra, mas deixamos pistas evidentes do assalto, cascas de mexirica pra todo lado. No dia seguinte, D. Pedrosa quase teve um ataque, ela amava aquele pomar. O assalto ao pomar foi o assunto do dia, mas ninguém sabia quem fez aquilo. 
D. Lourdes Moura foi em todas as salas de aula e disse que já sabia qual a turma que assaltara o pomar. E esperava que as assaltantes se apresentassem no quarto dela logo após a hora do repouso ou o castigo seria pior. Não havia pra onde correr, entramos num acordo e achamos melhor confessarmos o crime. Depois do repouso, lá fomos nós pro quarto da D. Lourdes Moura. Ela abriu a porta do quarto, colocou as  mãos na cintura, deu uma boa risada e disse:
 - Bonito! Então, foi a turma de Baldim! Vocês são uma turma de idiotas, caíram direitinho na armadilha. Eu nem desconfiava de vocês. Da próxima vez sejam mais espertas.
Deu outra boa risada e  fechou a porta na nossa cara. Essa era a D. Lourdes Moura.

NA HORA DA REZA










 Antiga Igreja de Conselheiro Mata
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ACONTECEU
Todas as tardes, quando terminavam as aulas, antes do jantar, as alunas e professoras da Escola se dirigiam a Igreja de Conselheiro Mata para rezar o terço. A Igreja ficava no centro do pequeno povoado, bem pertinho da Escola, cerca de 300m. Sempre ficavam 2 alunas na entrada da Escola, tomando conta da portaria, já que os funcionários, moradores no povoado, já tinham ido pra casa. Neste dia, a Neide Reis e a Mirtes França ficaram de "plantão da reza". Elas estavam sentadas na escada de entrada da Escola, numa conversa tão animada, que nem perceberam a chegada de uma senhora, baixinha, magrinha, de cabelos ralos e brancos, acompanhada de dois senhores. Ela perguntou pela D.Lidimanha e as alunas disseram que ela estava na Igreja, mas não ia demorar. Elas se afastaram para os lados, para dar passagem na escada, a senhora entrou e se sentou no banco da saleta. E a prosa das duas continuou animada, chegaram até a comentar se a tal senhora seria avó ou bisavó de alguma aluna, entre cochichos e risos, tentando adivinhar com quem ela se parecia. Nisso, a reza terminou e as alunas chegaram correndo, batendo palmas e cantando ... "Alecrim... Alecrim dourado... que nasceu no campo"... elas estranharam aquela chegada diferente e logo ficaram sabendo o que estava acontecendo. Aquela velhinha, sentada no banco da saleta era D. Helena Antipoff, a fundadora da Escola. Elas se misturaram na turma das alunas e desapareceram. Mas, não acabou aí, no dia seguinte, a D.Helena Antipoff foi em todas as salas de aula, fazer uma visita, e quando passou pela Neide e a Mirtes, parou e falou baixinho, quase no ouvido delas:
 - Ah, achei vocês! Espero que na próxima vez que eu voltar aqui vocês já tenham aprendido a receber visitas!...


O PRÉDIO NOVO

 O Prédio Novo
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AS NOVAS SALAS DE AULA
O "Prédio Novo da Escola", assim era chamada a nova Ala das Salas de Aulas, de um lado as grandes janelas de vidro, de frente para Conselheiro Mata, do lado de dentro um longo corredor com as portas das salas, tudo novo, muito bonito, bem na frente do Antigo Prédio, com um enorme jardim separando os dois prédios. Além das salas de aula, o Novo Prédio abrigava a Biblioteca, a Diretoria da D. Lidimanha, a Secretaria da D. Amélia Lages e um apartamento no final do corredor onde dormia o Padre Aleluia.
O ANTIGO PRÉDIO
A entrada principal continuava sendo na porta central do antigo prédio. Do lado esquerdo, o Refeitório, ao longo do prédio, a cozinha em frente, após o corredor. À direita, a antiga Secretaria de D. Amélia Lages, o Clube Artístico, o quarto da D. Lourdes Moura. Exatamente em cima da porta de entrada da Escola, no segundo pavimento, o quarto da D. Lidimanha, de um lado a D. Pedrosa e do outro a D. Amélia, em seguida os dormitórios dos dois lados até o final do prédio. Do lado de dentro do prédio largos corredores de assoalho, com janelas dando para o pátio interno, como um mosteiro, com armários ao longo das paredes até o final, onde ficavam os banheiros. No pátio interno ficava o Galpão, espaço para aulas práticas, exposição de trabalhos, palco de festas, tudo acontecia lá.

O SALÃO DE FESTAS

 O Salão de Festas da Escola
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ONDE ERA O SALÃO DE FESTAS?
Seria do lado direito do Galpão, um espaço que a D. Lourdes usava para reunir todas as alunas para um ensaio geral... Não tinha palco, nem cadeiras... mas, virava Salão de Festas, em qualquer ocasião, era só a D. Lourdes querer fazer que fazia acontecer e no melhor estilo e bom gosto, como tudo que ela fazia. Tudo acontecia no antigo prédio, as janelas são as mesmas, o piso foi trocado e as cadeiras eram de auditório ou cinema. Os Teatros, as peças que eram escritas na sala de aula e apresentadas nos domingos festivos, datas especiais. Tudo funcionava, sem recursos, não se sabe como, imperava a criatividade.Está tudo lá pra matar as saudades da gente. Havia um piano, ou órgão, neste Salão para as aulas de Canto. Ah...as provas orais de música, tirar solfejos... o pesadelo das mudas que nem eu... nos ensaios e apresentações eu me escondia atrás da Zezé Reis, ela soltava a voz e eu fazia a mímica.Todos os apertos valeram a pena, hoje, só boas lembranças.

EDLA MIRANDA



 Edla Miranda

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UMA NOVA ESCOLA, UMA NOVA DIRETORA
Edla Miranda é a atual Diretora da Escola Estadual de Conselheiro Mata. A Edla foi muito simpática permitindo que eu usasse uma foto dela no Blog e visitasse sua página no Orkut para pegar fotos atuais da Escola. Tudo isso graças a atenção da Rosangela Marques, de São Vicente, minha conterrânea e ex-aluna da Escola e amiga da Edla. A Edla é de Conselheiro Mata, ex-aluna da Escola e é super dedicada a Escola. Parabéns, Edla, a Escola está linda. Obrigada a Rosangela e a Edla pela gentileza das fotos, que com certeza vão trazer muitas emoções às ex-alunas da Escola que visitarem este Blog.

A SALETA DE VISITAS

Saleta de entrada da Escola
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Esta saleta tem muitas histórias pra contar

O DORMITÓRIO

 O Dormitório
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PURA DIVERSÃO
Ah... o nosso dormitório não tinha tanto espaço assim não, eram três fileiras de camas, com um espaço em frente a porta, para entrada. No fundo de cada dormitório havia uma divisória, tipo um biombo alto, com entrada independente, onde dormiam uma ou duas professoras. Hoje, a Escola tem um prédio anexo, só de apartamentos para os professores. Naquele tempo, uma professora dormindo junto com as alunas ajudava a manter a ordem e principalmente ouvia os papos que rolavam altas horas da noite, ou mandava calar a boca e dormir. Em geral elas eram simpáticas e educadas, ficavam silenciosas, corrigindo provas ou preparando aulas com um abajour aceso. O dormitório sempre foi o local mais divertido de um colégio interno, principalmente quando umas queriam dormir e outras se divertir por falta de sono. O papo rolava solto, era hora do bate-boca, de soltar os palavrões e apelidos, acertar as contas mal resolvidas durante o dia. As orações se misturavam as piadas e aos puns, tudo era motivo pra dar risada.O ritual de colocar o macacão jeans em baixo do lençol pra amanhecer bem passadinho era sagrado, melhor do que enfrentar a fila do ferro de brasa, um capítulo á parte. Depois de todo agito da preparação pra dormir, na hora do silêncio, de apagar a luz, ouvíamos os passos no corredor de assoalho de madeira. Era a D. Pedrosa com o sonífero embaixo do braço, outro capítulo á parte.

ESCOLA FUNCIONAL

 O Galpão da Escola
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AS ATIVIDADES PRÁTICAS
O Galpão da Escola era usado para mil e uma utilidades, tanto para aulas quanto para festas. Havia no currículo um rodízio de atividades no turno da manhã e da tarde e o produto final era apresentado na Exposição dos Trabalhos no final da quinzena. Estas atividades eram de trabalhos manuais, artesanato em geral, avaliadas como matéria e com direito a nota de desempenho no boletim. Pintura, Desenho, Modelagem, Encadernação, Cestaria, Bordado, Tapeçaria, Teatro, Cenário, Carpintaria, Funilaria, Enfermagem, Culinária, Jardinagem, Horticultura, Fruticultura, etc. Falar de cada uma delas é um capítulo, á parte. As aulas teóricas na sala de aula eram postas em prática em todas as matérias. O Projeto da Escola era algo nunca visto em nenhuma Escola na época, não era simplesmente uma escola profissionalizante, era um projeto de vida mesmo.

O REFEITÓRIO


 O Refeitório da Escola
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HORA DO RANGO
O Refeitório é o mesmo de anos atrás, as janelas perderam o verniz, mas as cadeiras são novas. As mesas não ficavam cobertas á noite, depois do jantar, sempre rolava um pingue-pongue até bater o sino para o estudo da noite ou subir ao dormitório. 
Eram 12 mesas com 10 lugares cada uma, em cada uma delas sentava um professor. Era um sistema de rodízio em que todas as alunas passavam pela mesa de todos os professores. A mesa mais divertida era do Professor Moacir, ele contava piadas e a gente tinha que segurar o riso pra ninguém desconfiar que era piada, mas ele mesmo dava aquela risada mostando aquele dentão de ouro dele. Na mesa da D.Lourdes Moura imperava a etiqueta, cotovelos na mesa, nem pensar. A D.Pedrosa era um terror, brava que só, qualquer assunto virava bronca, mas em compensação, a mesa da D.Mirtes era uma esculhambação geral, podia tudo, até falar de boca cheia, que nem ela fazia. Agora, sentar á mesa da D.Lidimanha, impecável, era como ser a convidada do comandante do navio. Reparando bem, os arranjos de mesa e teto não foram feitos no Clube Artístico da D.Lourdes Moura, mas as florzinhas da serra estão lindas. E, na parede, ao fundo, é uma TV, não é aquele rádio que não pegava nada, só as ondas curtas. Quando pegava um rock ou um twist, as mesas eram afastadas, o volume do radio no máximo e ganhavamos a noite, que durava pouco, ou o radio começava a estourar, perdia a onda ou o sino acabava com a farra. Intão, cadê o sino sobre a cadeira da D.Lidimanha, que soava após o jantar, pedindo silêncio para a leitura do Diário. Ah... o Diário é um capítulo à parte. Não vejo o lampião de gás, pendurado no teto, e as lamparinas que fazíamos na forjinha, onde foram parar? Elas devem estar jogadas em alguma caixa debaixo da escada do dormitório, onde a D.Lourdes Moura sempre pegava a gente estudando, de madrugada, na véspera das provas, com as lamparinas de querosene acesas.
 O refeitório não ficaria completo sem falarmos dos almoços festivos., aquelas travessas enormes, todas enfeitadas, o arroz colorido de beterraba, de espinafre, as saladas, valendo nota pra turma da Culinária da semana.Tudo sob o comando da D.Licota, no panelão do fogão a lenha, da D. Conceição Cunha, no cardápio, na teoria da sala de aula, e a D.Tereza, na arte final dos pratos, competência total. E, bom apetite não faltava. Bons tempos aqueles...

JOSÉ ALCEU RIBEIRO


 Entrada da Escola
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DEPOIMENTO 
Á Comissão Organizadora do Encontro de Ex-alunos das Escolas de Conselheiro Mata
Foi mesmo muita alegria ler tal convite e ficar sabendo que se lembraram de mim (o dentista e professor).Conselheiro Mata sempre esteve e estará presente em minha vida. Lembro-me com saudade da Escola de Conselheiro Mata, com a inesquecível D.Lidimanha á frente; do Ginásio Padre José de Carvalho, do Curso de Treinamento; do Curso de Cafeicultura; da Escolinha Infantil, com seus menininhos cantando cantigas de roda, já beirando a hora do almoço; do Coral da competente D. Lourdes Moura que, dentre outras belíssimas apresentações, de tirar o fôlego da gente, deu um show aqui em Diamantina, quando veio especialmente convidado para abrir o Festival da Canção; da dedicação de D. Licota e de D. Teresa e suas comandadas na cozinha... Todas essas lembranças passam como que um filme em minha cabeça:os diários elaborados com tanta criatividade e competência pelos alunos da Escola e do Ginásio após o jantar;o sino da Escola às 22:00h prenunciando a hora de dormir; as longas prosas com D.Pedrosa envolvendo política; as exemplares organização e disciplina das Escolas; as seções de teatro realizadas pelas alunas no Auditório da Escola, aos sábados á noite; os solenes atos de hasteamento da Bandeira Nacional nos pátios da Escola e do Ginásio; os brilhantes desfiles de 07 de setembro; a atenção especial que D.Amelia Lages a mim dispensava e até o jeep que ela me ajudou a adquirir. Lembro-me ainda das orações de todas as noites dos alunos e professores reunidos na Capelinha de Nossa Senhora das Dores, cuja torre, com suas lampadazinhas acesas, contracenavam com um lindo céu estrelado; das partidas de futebol e de voley realizadas entre os alunos e a comunidade; das nadadas na Cachoeira das Fadas e, logo em seguida, aquele delicioso almoço no Ginásio. Relembro a passagem do Trem-de-ferro; o radinho de pilha que eu deixava ligado na Rádio Aparecida, lá no Consultório Dentário do Lactário, com o objetivo de quebrar um pouco a tensão de quem nunca tinha visto Dentista na vida; os deliciosos bifes acebolados que o professor Moacir Gomes fazia para todos nós, professores masculinos, aos sábados, depois das 22:00h, no Lactário, acompanhados de um delicioso vinho, sem contar com os causos que só mesmo o professor Moacir sabia contar. Das namoradas e das serenatas que fazíamos, essas não posso esquecer jamais! Enfim, todo aquele cenário a nós envolvendo,cada qual na sua função. Professores, alunos, funcionários, clientes, amigos...tudo dentro daquela paisagem estonteante da região. Foi tudo muito bom. Como se diz hoje:Valeu! Hoje não exerço mais a função de professor, dediquei-me a Odontologia. Nas horas vagas sou músico semi-profissional (tecladista) conhecido como o Destista-que-toca . Não tenho mais condições de opinar sobre assuntos de Magistério por estar desatualizado, mas observo que precisamos de outra educação, tipo a das escolas de Conselheiro Mata no ensino brasileiro. É uma bela iniciativa esta de promover esses encontros pois além do prazer dos intercâmbios, estaremos colaborando para resgatar o que realmente se pode chamar de Ensino.
José Alceu Ribeiro, ex-professor, dentista e músico. Diamantina, 18/01/2010

LIDIMANHA AUGUSTA MAIA


 Lidimanha Augusta Maia
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LIDIMANHA AUGUSTA MAIA


- A professora Lidimanha Augusta Maia, nascida em 27/03/1907, natural de São José do Paraopeba, Brumadinho, falecida em Belo Horizonte, em 31/10/1989, aos 82 anos de idade.
- Iniciou sua carreira no magistério na localidade de Sapé, neste município, lecionando vários anos como professora rural e atuando como uma autêntica líder rural, lutando bravamente pelos direitos sociais e políticos do homem do campo.
- Matriculou-se aos 30 anos de idade, no antigo Curso de Aperfeiçoamento de Professores do Instituto de Educação de Minas Gerais, habilitando-se como Diretora de Escola, vindo a ser a primeira diretora técnica de Brumadinho, com exercício nas Escolas Reunidas “Presidente Vargas”. Através do seu esforço foram consolidadas numa escola de maior nível, denominada Grupo Escolar “Padre Machado”, por ela dirigido até 1947.
- Transferida para Belo Horizonte, onde foi dirigir a Escola Anexa “Aarão Reis”, no Parque Industrial, junto à Instituição Beneficente “Lar das Meninas”, onde realizou um edificante trabalho, no setor do ensino e de assistência social.
- A grande mestra Helena Antipoff, convocada pelo Governo de Minas a participar do processo educacional no Estado, recrutou D. Lidimanha para um trabalho pioneiro na área de educação rural, conhecedora das suas experiências nesta modalidade de ensino, do seu idealismo e capacidade de liderança.
- Enfrentando as mais árduas dificuldades fundou e dirigiu o Curso Normal Regional “D. Joaquim Silvério de Souza”, Cursos de Treinamento para Professores Rurais Leigos e o Ginásio “Padre José de Carvalho”, para alunos do sexo masculino, sempre apoiada pelo clero e a diocese de Diamantina, na pessoa de D. Serafim Fernandes de Araújo.

- Transformou aquele modesto lugarejo, num importante Centro Cultural, inúmeros municípios mineiros enviavam àquelas escolas alunos, para que retornassem aos seus locais de origem com as técnicas da educação de base, visando a valorização do homem do campo. Estas escolas tiveram as mesmas finalidades da Escola Normal Regional “Sandoval Soares de Azevedo” da Fazenda do Rosário, que tanta influência exerceu na melhoria das condições educacionais da nossa região.
- D. Lidimanha foi personalidade marcante por seu dinamismo, espírito democrático, grande senso de observação, otimismo, austeridade e franqueza. Encarava cada dificuldade como um desafio, os quais vencia uma a um pela tenacidade, espírito de luta, aliados à grande capacidade que ocultava na simplicidade e na modéstia. Fez da escola o seu lar, desposou o ideal de educadora: as suas alunas chamava de “filhas” e aos filhos das ex-alunas, de “netos”, constituindo uma família da qual nunca perdeu a tutela, pois a todos guardava nominal e historicamente na memória e no coração.
- Sempre comprometida com sua terra-natal, Brumadinho, esteve presente e solidária em todos os momentos da evolução cultural do município, tendo atuado na criação e instalação do Colégio São Sebastião, trazendo ex-alunas de Conselheiro da Mata, ilustres professoras como Alzira Antunes e Marília Siléia que fizeram do Colégio São Sebastião um celeiro de valores que hoje se destacam em importantes setores.
-Tancredo Neves, quando Governador de Minas Gerais, fez inserir o nome de D. Lidimanha Augusta Maia agraciada com a Medalha da Inconfidência, de Honra ao Mérito, conferida anualmente em Ouro Preto, às personalidades de destaque na Cultura e Educação no Estado.
- D. Lidimanha aposentou-se quando sentiu que a saúde já não lhe permitia o pleno exercício de suas atividades sem deixar, entretanto, que se rompessem os vínculos com todos aqueles que conviveu e se comprazia com os sucessos pessoais e profissionais de todos os ex-alunos, sentindo-se pessoalmente gratificada com isso.

CADÊ VOCÊ?




 Maria Fumaça
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CADÊ VOCÊ?
Ione Alvares Abreu - nasci em São Vicente, Baldim, sou filha do Chico do Escritório, da Fábrica de Tecidos, e de Helena Abreu. Estudei em Conselheiro Mata, Diamantina, e me formei em 1961. Eu me casei em 1967, com João Torres, de Baldim. Morei e lecionei em São Vicente, Sete Lagoas e Belo Horizonte até 1971, quando nos mudamos para Manaus e lá moramos por 22 anos.Tive 2 filhos. Meu marido se aposentou em 1994 e desde então moramos em um Sítio perto de Baldim. Meus filhos se casaram, tenho uma nora amazonense e uma paulista e 4 netos. Eles moram pertinho daqui, em Santa Luzia e em Sete Lagoas. Sou avó coruja, desocupada e blogueira.E você, Conte sua historinha também. É só clicar em "Comentários".por onde andou?

ENCONTRO D.LOURDES

Ex-alunas da Escola de Conselheiro Mata
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ENCONTRO COM D.LOURDES MOURA
Gloria Amaral, Ione Abreu, Sonia Abreu, Maria José Esteves, Maria Augusta Paixão, Julia Barroso, Maria Carolina, Eliane, Iris Souza e Isabete estiveram presentes ao Encontro com D. Lourdes Moura que aconteceu em Belo Horizonte, no dia ...(Se você foi ao Encontro com D.Lourdes Moura, clique em "Comentários" e deixe seu recado, conte pra nós como foi a festa.)







 D. Lourdes Moura
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HOMENAGEM
Impossível falar da Escola de Conselheiro Mata e não falar de D.Lourdes Moura. Ela foi a alma daquela Escola, Professora, Mãe, Amiga, 24 horas por dia. Ao cruzar com D. Lourdes nos corredores da Escola, as alunas mudavam até a postura para andar como ela ensinara. Ela tinha o poder de fazer coisas incríveis acontecerem. Quando ela dava uma dessas missões impossíveis e alguma aluna dizia: - Como vamos fazer isso? Ela dizia: - Você vai conseguir fazer. E acontecia de verdade.Todas as ex-alunas de D. Lourdes Moura tem uma historinha dela pra contar. (Clique em "Comentários" e conte aquela historinha que foi uma lição de vida que a D.Lourdes Moura deu pra você.)

GALERIA DE FOTOS

Formandas de 1961
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TURMA DE 1961
Alice Cordeiro Barroso - Conselheiro Mata
Anísia de Paula Figueiredo - Inimutaba
Arlete Rosa Dória - Datas
Atemira Santos - Vale do Jequitinhonha
Avelina Gonçalves - Monjolos
Cléa Gomes Godinho - Água Boa
Efigênia - Cordisburgo
Eliane Terezinha de Freitas - Augusto de Lima
Ênia Gonçalves - Joaquim Felício
Ida Carvalhais -
Ilma Maria de Souza - Augusto de Lima
Ione Alvares Abreu - Baldim
Iris de Sousa - Augusto de Lima
Ivone Maria de Oliveira - Augusto de Lima
Isabete Andrade - Felixlandia
Júlia Baracho - Diamantina
Júlia Barroso da Silva - Água Boa
Luzia Maria de Oliveira - Betim
Maria Augusta da Paixão - Sabinópolis
Maria do Amparo Silva - Datas
Maria Carolina de Aguiar - Joaquim Felício
Maria das Dores Oliveira - Rodeador
Maria da Conceiçao Pires - Congonhas do Norte
Maria de Lourdes Reis - Baldim
Maria do Céu de Carvalho - Congonhas do Norte
Maria Geralda Real - Vale do Jequitinhonha
Maria Helena da Silva - Rio Acima
Maria José Esteves - Divinópolis
Maria José Reis - Baldim
Maria Lúcia Simões - Dom Joaquim
Marlene Dupim -São Sebastião do Maranhão
Marisa França -
Marisa Santos - Itambé do Mato Dentro
Maura de Oliveira -
Mary Santos -
Nair Evangelista -
Neusa Goulart - Cordisburgo
Nilza Gomes - Janaúba
Nelita Ferreira - Divinópolis -( in memorian)
Rita Baracho - Diamantina
Sônia Abreu - Baldim
Susana Maia - Janaúba
Umbelina de Souza -
Zélia Araujo - Estrela do Sul
- Nossos agradecimentos a Iris de Souza que tinha esta lista da turma no coração
e na memória.

- Nossa Galeria de Fotos está aberta pra receber a foto da sua Turma.

A NOSSA ESCOLA

 Escola de Conselheiro Mata
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NOSSA ESCOLA
A Escola de Conselheiro Mata será sempre a Nossa Escola, os tempos são outros, o que vivemos lá não seria para sempre, é a lei da vida. Seria um sonho ver nossos filhos e netos estudarem em escolas como a de Conselheiro Mata, uma educação integral, literalmente. Nem todos tem a sorte de ter uma D. Lourdes Moura acompanhando nosso crescimento, abrindo nossos olhos para uma vida plena, como só ela sabia nos conduzir. Este foi o caminho certo. (Este espaço está aberto para as ex-alunas que quiserem deixar aqui um depoimento sobre a Escola de Conselheiro Mata.)