Este Blog é um relato das ex-alunas da Escola Normal de Conselheiro Mata, Diamantina. Um projeto fantástico de Educação Integral, de Helena Antipoff, uma educadora russa que veio para o Brasil e fundou aqui 2 Escolas Modelo, uma em Conselheiro Mata, Diamantina, e outra na Fazenda do Rosário, Ibirité. As escolas funcionaram por várias décadas e foram fechadas quando o Estado encerrou o sistema de internato, em 2006.
CONSELHEIRO MATA
ESCOLA NORMAL DE CONSELHEIRO MATA
EX-ALUNAS NOTÁVEIS
| Helena, Edla e Anísia de Paula ____________________________________________ |
A ATUAL DIRETORA
Edla Miranda, a diretora da Escola
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PRÓXIMO ENCONTRO
A atual diretora da Escola de Conselheiro Mata , Edla Miranda, esteve presente ao Encontro e comemorou conosco os 60 anos de Jubileu da Escola. Pelas fotos atuais da Escola pode-se ver o trabalho que a Edla desenvolve lá , não só cuidando com carinho do patrimonio mas mantendo o espírito da tradição das atividades da Escola. Foi dada a sugestão de fazer o próximo Encontro lá na Escola de Conselheiro Mata e a Edla se prontificou dizendo que lá estão todos os móveis e utensílios que foram preservados ao longo dos anos. Seria um sonho rever a Escola no próximo Encontro. Parabéns Edla, pelo seu trabalho na direção da Escola.
A COMISSÃO DE MOBILIZAÇÃO
FUNDAÇÃO DA ESCOLA
PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO
As irmãs, Iris Lage e Ilca Souza
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PROGRAMAÇÃO09:00h - Chegada, entrega do panfleto, cumprimentos, exposição de documentos e fotos da Escola, lanche.
10:30h - Reunião no Auditório, boas-vindas com D.Teresinha França.
10:45h - Palestra: "Educação para novos tempos" com Anísia de Paula Figueiredo.
11:40h - Espaço aberto para debate, colocação de idéias sobre a passagem por Conselheiro Mata.
12:15h - Almoço, projeção de fotos e apresentação de cantos.
14:30h - Continuação do debate, experiências partilhadas com Maria Luiza Mendes e Glorinha Mesquita.
15:30h - Fechamento, Síntese, Avaliação.
16:30h - Confraternização
17:30h - Encerramento: Coral da D.Lourdes Moura sob a regência de Eduardo Pio.
Organizadoras do Evento: Maria Luiza Mendes Bottaro, Hermínia Tadeu, Lourdes Fonseca, Anísia de Paula Figueiredo, Maria das Mercês Moura Martins, Teresinha França, Glorinha Mesquita, Emília Liboreiro.
Belo Horizonte, 05/09/2010
JUBILEU 60 ANOS
Foto: Casa de Retiro São José
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O ENCONTRO
A Comissão do Encontro dos ex-professores e alunos dos Educandários de Conselheiro Mata, comemorando o Jubileu de 60 anos de sua fundação, comunica que o Encontro ocorrerá no dia 05 de setembro de 2010, com início às 9:00h e encerramento às 19:30h, na Congregação Redentorista do Retiro São José, situada na Avenida Itau, 475, no Bairro Dom Bosco, em Belo Horizonte, MG, próximo a PUC Minas. Cep. 30730280, Tel. (31) 34115040 begin_of_the_skype_highlighting (31) 34115040 end_of_the_skype_highlighting, Fax. (31) 34114813, Email: contato@casaderetirossaojose.com.br O menor custo importará na quantia de R$50,00 (cinquenta reais) por participante, incluídas as 3 refeições que serão oferecidas. Essa quantia deverá ser depositada no Banco Itau, Agencia 3102 Cc 21055-0 BH, sob o controle das tesoureiras eleitas pela Comissão: Maria Luiza Mendes Bottaro e Hermínia Tadeu Silva Mesquita. Os participantes deverão entrar em contato com os integrantes da Comissão, confirmando sua presença e encaminhando o comprovante de depósito da quantia até o dia 20 de agosto próximo. A Comissão de Mobilização conta com a presença de todos os ex-professores e alunos e solicita aos que já receberam as comunicações que divulguem o Evento e convidem os colegas que não foram contatados. Pela Comissão: Maria das Mercês Moura Martins - Rua Alberto de Freitas Ramos, 90 - Bairro Piratininga - Belo Horizonte - Mg Cep. 31 570-420 Tel. (31) 34533580 begin_of_the_skype_highlighting (31) 34533580 end_of_the_skype_highlighting Cel. 88333580 - Acesse o site: http://www.casaderetirossaojose.com.br/
EX-ALUNAS DE SÃO VICENTE
Encontro de Ex-alunas em BH
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Oi Poliana,
Já estava sentindo falta de vc e da Luciana nos comentários. Estou devendo uma visita a São Vicente para conhece-las pessoalmente.Adorei saber que sua mãe estudou em Conselheiro Mata, aproxima a gente mais ainda.Creio que estudamos em épocas diferentes, eu me formei em1961 (não faça as contas...kkkk) já sou avó de 4 netos, mas com espírito de jovem e blogueira.No próximo dia 05/setembro, de 9:00h as 19:00h, vamos ter um Encontro de ex-alunas em BH, comemorando 60 anos da Escola de Conselheiro Mata.Eu fiz os contatos com as ex-alunas de Baldim, através do meu blog (http://www.conselheiromata. blogspot.com ) mas não sabia que sua mãe também era ex-aluna. Ela ainda pode participar. Lá no Blog tem todas as informações para participar, tem até o site do local do Encontro, veja lá. Seria ótimo a gente se ver lá. Ela pode ligar pra Mercês ou Luizinha e confirmar presença.De São Vicente tem a Rosangela Marques, filha de Santinha, a Gloria Bernadete, sua mãe deve conhecer, são muitas no município todo.Vá com sua mãe pra gente se conhecer. Bjs pra vocês. Ione.
GRANDE D. LICOTA
Aula prática de Culinária
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GRANDE D. LICOTA
GRANDE D. LICOTA
A cozinha da D. Licota me lembra uma das Festas de Aniversário da Escola de Conselheiro Mata. Dependendo do setor de aulas práticas que você estivesse naquela semana...o bicho ia pegar. Felizmente eu não estava no Clube Artístico de D. Lourdes Moura, pior, eu era da Equipe da Cozinha. D. Lourdes reuniu as turmas e delegou as funções, sobrou pra mim a sobremesa do almoço da festa. Fazer pudim pra 120 alunas, um monte de professores e convidados. Não deu outra, comecei a chorar. D. Lourdes disse:
- "Eu quero uma sobremesa doce, não salgada de lágrimas, deixa pra chorar depois da festa." Como não chorar? Como fazer mais de 10 pudins, sem formas, sem forno, sem geladeira, sem liquidificador, tudo feito na hora, do nada... Corri para o colo da D. Licota, a cozinheira do fogão a lenha, com aqueles seus panelões enormes que só ela sabia manobrar. D. Licota era magrela, bem alta, impecável, com aquelas roupas longas e brancas. Ela disse:
- "Não conta pra ninguém, mas eu vou ajudar você".
Naquela época as frituras eram feitas com gordura de côco, que vinha numa lata redonda e alta do tamanho de um queijo de Minas. Fizemos os pudins à tarde, na véspera da festa. Depois do jantar, ela colocou as latinhas sobre o fogão ainda quente, cobriu com uma enorme folha de zinco, jogou as brasas do fogão por cima e manteve o fogo baixo até tarde da noite. De manhã os pudins estavam cozidos e dourados. Soube depois que foi a própria D. Lourdes quem pediu a ela pra me ajudar. Dividi com ela a nota 10 e os elogios que ganhei pela sobremesa. Grande D. Licota! Essa era a D. Lourdes Moura.
- "Eu quero uma sobremesa doce, não salgada de lágrimas, deixa pra chorar depois da festa." Como não chorar? Como fazer mais de 10 pudins, sem formas, sem forno, sem geladeira, sem liquidificador, tudo feito na hora, do nada... Corri para o colo da D. Licota, a cozinheira do fogão a lenha, com aqueles seus panelões enormes que só ela sabia manobrar. D. Licota era magrela, bem alta, impecável, com aquelas roupas longas e brancas. Ela disse:
- "Não conta pra ninguém, mas eu vou ajudar você".
Naquela época as frituras eram feitas com gordura de côco, que vinha numa lata redonda e alta do tamanho de um queijo de Minas. Fizemos os pudins à tarde, na véspera da festa. Depois do jantar, ela colocou as latinhas sobre o fogão ainda quente, cobriu com uma enorme folha de zinco, jogou as brasas do fogão por cima e manteve o fogo baixo até tarde da noite. De manhã os pudins estavam cozidos e dourados. Soube depois que foi a própria D. Lourdes quem pediu a ela pra me ajudar. Dividi com ela a nota 10 e os elogios que ganhei pela sobremesa. Grande D. Licota! Essa era a D. Lourdes Moura.
PROFESSOR MOACIR
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PROFESSOR MOACIR
PROFESSOR MOACIR
A semana de Aulas Práticas na Horta era cansativa apenas para aquelas alunas que pegavam na enxada pra valer, por gostarem ou para garantir a nota em Agricultura. Mas, acima de tudo, a semana na Horta era muito divertida, simplesmente pela presença do Professor Moacir. Cenoura crua, tomates, tudo rolava como uma merenda. A nota 10 em Prática era fácil de tirar, as teóricas também. O professor Moacir já era uma piada e gostava de contá-las. Baixinho, magrinho, cabelos pretos, pintados, quase careca, apesar de seus 40 anos, o bigodinho, tipo Hitler, andava sempre com pressa a passos curtos e rápidos. Nunca se soube que ele namorasse as alunas, parecia mesmo um solteirão convicto. Era misterioso, até que em uma das férias, nós, da turma de Baldim, fomos visitá-lo em sua casa, em Divinópolis. Não tinha segredos, morava com a mãe, ficamos hospedadas em sua casa. Minha mãe foi junto, que naquela época, moça de família não viajava sozinha, muito menos pra visitar um rapaz solteiro. Fizemos um belo passeio na cidade, vimos a corrida do ferro gusa numa siderúrgica... Professor Moacir Gomes, gente muito boa!
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